quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Conversas de (Ba)bar


- Magrão?
- Sim?
- Ficou sabendo das gangues de elefantes?
- Hein?
- Sim... Os elefantes, assim como qualquer outro mamífero grande, estão formando gangues.
- Comé que pode uma porra dessa, bátiman?
- Simples: eles matam os adultos. Os jovens ficam soltos na vida e, sem supervisão, fazem merda. Existem relatos de estupros inter-espécies.
-............
- Imagem mental?
- Sim.
- De um elefante carcando um rinoceronte?
- Mais ou menos.
- ?
- "As Aventuras de Babar".

***

Taí que não me deixa mentir:

Elefantes não esquecem agressões e não as perdoam
publicado em 2006-02-18 10:43:50

Conhecidos por terem boa memória, os elefantes guardam recordações e, no caso de serem más, não perdoam e podem vingar-se, conclui um estudo recentemente publicado na New Scientist. Elefantes não esquecem agressões e não as perdoam Os ataques de elefantes a povoações africanas não são novidade, mas são cada vez mais frequentes e inexplicáveis. Se até aqui se pensava que eles aconteciam porque os animais estavam a defender o seu território e o acesso a alimentos, uma pesquisa agora publicada na revista «New Scientist» defende que a história pode não estar bem contada. Os autores deste trabalho revelam-se bastante cépticos em relação à veracidade desta tese, já que existem cada vez menos elefantes e cada vez mais comida disponível, e asseguram que a verdade é que os paquidermes não esquecem as agressões de que foram alvo e não perdoam. Joyce Poole, directora do projecto de investigação do Elefante de Amboseli, no Quénia, e uma das investigadoras envolvidas neste estudo, acredita que há uma geração de elefantes que se está a vingar dos humanos pelo declínio da sua espécie. «Estes animais têm inteligência e memória suficientes para serem capazes de se vingar», garante a investigadora. No estudo agora publicado, os especialistas defendem que os elefantes que têm assaltado povoações, arrasado cabanas e destruído culturas, no Uganda, procuram vingar os seus antepassados, atacando a população devido aos maus tratos de que a sua espécie foi alvo. Os cientistas acreditam que existem gerações de elefantes que sofrem de stress pós-traumático devido a experiências ocorridas anteriormente, como por exemplo, por terem assistido ao extermínio de outros membros da manada ou por terem ficado orfãos durante as décadas de 70 e 80, período em que a caça furtiva se intensificou no continente africano. Este trauma fez com que essa geração de elefantes fosse criada por jovens mães substitutas e crescesse em grupos onde não existiam figuras parentais. Agora, esse grupo de elefantes «deliquentes» quer ressarcir-se de sofrimentos passados, assegura o estudo. Os cientistas suspeitam que esse sentimento de rancor e desconfiança em relação à raça humana se tenha transmitido de geração em geração.

fonte: http://www.mundopt.com/n-elefantes-nao-esquecem-agressoes-e-nao-as-perdoam-8521.html

Para quem não se lembra, "As Aventuras de Babar" contam os feitos de Babar, que era um pequeno elefante cuja família foi morta por um caçador. Separado de sua manada, Deus-sabe-como ele conseguiu chegar até Paris, onde foi criado e educado (inclusive nas artes da escrita, etiqueta e esgrima) por uma velhinha francesa que não envelhece (lembrando que os elefantes tem um tempo de vida longo, e na história aparece desde a infância até a idade adulta).

De volta à selva, matou o caçador com a ajuda dos seus companheiros de espécie e, com o que aprendeu com os humanos, criou um Estado-Nação independente, composto só de elefantes antropomórficos, com direito a roupas e tudo, chamado "Celeste-ville".

E ainda chamam isso de história infantil. Um elefante à la "Planeta dos Macacos" que mata um caçador com um contra-incêndio, forma uma nação de elefantes intelectuais e ainda chega a guerrear com uma nação de rinocerontes intelectuais.

1 comentário:

saddam gos disse...

propaganda:
www.kaozmatron.blogspot.com