quinta-feira, 6 de março de 2008

Da série "Um Convívio de Gente Famosa"...

"Mulheres que vão à luta"
por Ariana Alves

Após as linhas de produção, comando de grandes empresas e até do futebol, as mulheres estão seguindo carreira no exército.
As mulheres são isentas do Serviço Militar, na forma prevista pela Constituição. Mas, o que antes era um território exclusivo dos homens, está abrindo suas portas e tornando-se um novo campo de trabalho para mulheres que pretendem seguir carreira militar.
Existem duas formas para as mulheres ingressarem no exército: como militar de carreira ou temporário. O ingresso como militar de carreira é feito por um concurso público nacional, aplicados a homens e mulheres com formação superior. Já uma militar temporária, não faz carreira no exército, e sua permanência máxima no serviço ativo é de sete anos, abrangendo as áreas jurídica, de saúde, administração e de ensino.
Algumas mulheres optam pela carreira no exército para acompanhar o marido militar. Como foi o caso da Tenente Lívia e da Sargento Fernanda.
Formada em Direito, tenente Lívia prestou concurso público e ingressou na carreira militar há 4 anos. Em 2006 foi transferida para Caçapava junto com o marido. A tenente entrou na carreira sem saber se ia gostar. “A gente só sabe se vai gostar quando entra. E eu acabei gostando da carreira”, explica. Já a sargento Fernanda é militar temporária e atua na área administrativa como técnica.
No exército, não há distinção entre homens e mulheres. As mulheres desempenham cargos nas mesmas condições dos oficiais de sexo masculino e concorrem às promoções de igual para igual. Os critérios de avaliação de desempenho profissional não discriminam o sexo.
Elas recebem a mesma instrução militar básica ministrada aos homens. Participam das seções de educação física, marchas, acampamentos e exercícios de tiro. “Em acampamentos, por exemplo, todos carregam peso igual, independente de sexo”, explica tenente Lívia.
Por onde passam, despertam curiosidade nas pessoas. “A reação das pessoas não é de preconceito, mas sim de curiosidade por, ainda, ser diferente, não muito comum”, comenta sargento Fernanda.
Para quem deseja ingressar na carreira, as militares dão as dicas: “É preciso estudar e estar disposta a se adaptar a uma nova vida, que exige dedicação”, diz tenente Lívia. Para a sargento Fernanda: “Tem que ter força de vontade também”.
Em Caçapava, existem apenas 14 mulheres no exército, sendo 5 oficiais e 8 temporárias.

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Ariana Alves é jornalista recém-formada, sonha em ser assessora de imprensa e é fã de Rogério Ceni, e esporadicamente sofre com as quedas de pautas por causa de um Diretor de Jornal que vive em função do lucro, como bom capitalista.

1 comentário:

Deco Ica disse...

Se as mulheres já estão chegando à meios extremamente masculinos e machistas como futebol e forças armadas, o que será obstáculo para elas daqui por diante?

A metéria ficou legal, a menina tá indo no caminho certo. E editor filho da puta é a sina de todo repórter. Que um dia vira um editor filho da puta.

Abraços