segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Um novo colunista de mão cheia...

The Coke INC Apresenta: Long John Silver, o Cara - com "Pirates of Porn"


Atendendo ao convite do Diniz, vou escrever e compartilhar parte do meu conhecimento nos chamados “filmes educativos”, ou, mais diretamente, filmes de putaria.

A putaria cinematográfica é quase tão velha quanto à própria câmera, ou seja, mal começaram a vendê-las e já tinha nego filmando belos corpitchos femininos atrás da moita.

Apesar do preconceito e dos movimentos teológico-moralistas contra (movimenta que eu gozo meu bem), esse segmento do cinema fatura bilhões de doletas mundo afora, leva milhares de donzelas para o lado negro da 7ª arte e conquista fãs pelo mundo todo. Eu sou um deles, doa em quem doer.

Discussões à parte, eu começarei falando daquele que é, segundo muitos especialistas dos vuco-vuco movies, um dos maiores gênios do pornô: Joe D’Amato.



Esse italiano sem vergonha, nascido e batizado Aristide Massaccesi em Roma, vem desde os anos 70 fazendo arte, nos dois sentidos. Além de filmes de sacanagem, Joe D’Amato é um dos precursores do Grind House e Trash Movies, com produções que com certeza inspiraram Robert Rodriguez, misturando zumbis, canibais e mulheres gostosas em enredos sem pé nem cabeça. (Entenderam? Sem pé nem cabeça? Rá!)

O cara já em 77 começou botando pra quebrar, com um crássico: Emanuelle in América (não saudosos punheteiros, não aquela da Band). Emanuelle é uma repórter safadinha que se mete (Rá! De novo, entenderam?) em um monte de presepadas e acaba invariavelmente trepando com suas fontes (já pensou Diniz?). No mais, nada de muito interessante, porém no final cai a casa. Ela é convidada a meter o olho num buraco e vê, para a surpresa de quem assiste, uma projeção de cenas de garotas sendo mortas e trucidadas em um açougue. Sim, snuff criançada! Como em “8mm”, com o fabuloso Nicholas “caçador de tesouros maçônicos” Cage. Diz uma lenda que ele conseguiu essas poucas cenas com a máfia russa, mas a verdade é que não se sabe a autenticidade da coisa toda, portanto, fiquemos com a pulga nas calças.

Ele seguiu nessa vida de trash e pornô até meados dos anos 90, produzindo inclusive paródias pornográficas de alguns clássicos como Conan, Robin Hood, Romeu e Julieta e por aí vai. A partir daí começou a fazer praticamente só pornô e nos últimos anos vem fazendo parceria com nada mais, nada menos que Rocco, o ator que “fragiliza” a mulherada e que tem um hábito desagradável de pedir pra enfiarem coisas nele.

Resumindo, é vencedor de prêmios, é aclamado pelos colegas, é admirado por atores e fãs do pornô, é safado, sem vergonha e... ele é um ótimo diretor pra quem gosta da coisa.

Portanto, meninos e meninas, vão até as locadoras, escolham o que lhes apetece e mãos à obra! E se forem assistir juntinho com alguém, plastifiquem o danado que a nação agradece.

2 comentários:

Deco Ica disse...

A quem devo parabenizar pelo texto, já que o mesmo não traz em seu pé a assinatura?

Já tinha ouvido falar (ou lido a respeito) desse figura. Mas sei lá, ver gente morta em filmes pornôs me corta um pouco o tesão. Como diria Avallone, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". Ou é filme de bronha ou é suspense. Pode até ser pornô-comédia, mas as moças não podem começar a rir no meio da foda.

Mas enfim, confesso que fiquei curioso para ver tal filme. E para ler mais postagens sobre o tema.

Abraço ao Diniz e ao autor do texto!

Guilherme C. Grünewald disse...

O texto ta ótimo... parabéns... falta o Long John Silver fazer uma account para poder postar com sua própria assinatura.