segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Coisas aleatórias do fim de semana

Faltavam dois minutos para as oito da noite quando finalmente pude sair da Babilônia. Meu carro cheirava à Marginal Tietê, com dois advogados de carona. Não é uma coisa que se diga "minha nossa, é um grande lucro", mas a palmeirense doente conseguiu nos tirar daquela birosca. E eu finalmente aprendi que São Paulo só é bonita vista do helicóptero, não quando está emperrado na saída do Terminal Barra Funda, atrasado duas horas para apanhar os contatos via Orkut trabalhados durante a semana.

Zunindo pela Castelo Branco, dentro do limite imposto pela sociedade de bem e cumpridora das leis, pensava em várias coisas e várias pessoas ao som mental de Roy Orbison, e de vez em quando passava um pensamento um pouco mais instintivo onde a minha vontade era de enterrar um pé-de-cabra entre os olhos de certas pessoas. Mas tudo isso passou por volta da meia-noite, quando a silhueta da Torre D'água da Unesp despontou no meio da paisagem noturna.

Buracos. Radares. Piranhas mais feias que o Diabo encarnado do Exorcista. Mais buracos. Domingueiros. Isto é Palestra Bauru. Cerveja. Duas cervejas. Cinco cervejas. A vida não é mais tão aporrinhante assim. Não é tão carregada de estresses, ameaças veladas, o Jornalismo começa a fazer sentido.

Na Cidade da Fiel Macabra, começo a minha pequena enquete, vendo o nível de fé do corinthiano. Ao contrário da faixa "À ESPERA DE UM MILAGRE" ostentada no Olímpico e explorada à exaustão pelo Luciano do Valle, o corinthiano unespiano bauruense estava resignado com o fato de seu time ir para o Brasileirão Indie. Entretanto, um deles disse algo que chega a soar como chavão: "Ser corinthiano é ser um pouco mais brasileiro". Não discutirei a brasilidade agregada ao Corinthians, ainda mais hoje uqe coloco as mãos no Lance!, com uma capa negra e apenas as palavras no rodapé "'Eu nunca voui te abandonar porque eu te amo'".

Além da bebida, um churrasquinho aqui, um estrogonofe ali, aquela coisa de sempre.

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Chávez perdeu o referendo que poderia lhe dar "superpoderes", assim como colocou o site VNews - portal de notícias da Globo no Vale do Paraíba. Bom, o lado bom é que isso cala a boca de centenas e centenas de reaças, cansados e demais golpistas (pois sim!) que acham que a Venezuela virou uma Coréia do Norte com bananas. Não pelo NÃO ter vencido. Mas pelo fato de Chávez ter conseguido se contentar com um pseudosocialismo. Porque COMUNISMO, no sentido cru da palavra, não é não.

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O Curíntia se fudeu. Antes eles do que eu. Mas o que esperar de um clube que foi governado por Alberto Dualib, e teve como "magnatas" pessoas de boa índole como Nési Cury, a viúva eterna do Vicente Matheus, Carla Dualib, Andrés Sanchez, Kia Joorabchian, Renato Duprat... Como se diz na cidade de Caçapava, "a capivara desse povo vai daqui até Taubaté".

Sorte da RedeTV.

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Me sinto como o Bauru Atlético Clube. Uma vez que Guilherme Lesh, desde que abriu o "Fique Louco!", conseguiu ser arrolado como link no Digital Drops (para quem não sabe, é um dos novos "pro-blogs" que surgiram), além de visitas de ilustres conhecidos da internet. Daqui a pouco é capaz de ele ser convidado para a Ilha de Axe pra ver a Dani Koetz, a diabética (no bom sentido) do "Ah, Tri Né?" e ganhar sua carta no Super Trunfo do Treta.

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Só não cheiro até meu nariz cair e bebo até não sentir os meus braços para escrever "Leste 23" porque a história é bonitinha e carece de amor, atenção e sensibilidade. Mas preciso de inspiração.

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Lucio Ribeiro vai salvar o Corinthians. Ele quer tirar o Timão do Brasileirão Indie. E, convenhamos, de Indie ele entende.

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PS: Ainda acho, a despeito do que dizem, D. João VI um gordo filhadaputa que, além de trazer a corrupção e o rabo-preso ao imaginário brasileiro não fez nada de relevante para o povo que lhe devia respeito, deveria ter sido esquartejado antes de chegar em terras brasileiras, junto com sua amável Família pelas mãos dos soldados de Napoleão. Quem sabe, num país sem lei, ou rei, nós tivessemos uma identidade nacional diferente do "cidadão cordial" que Sérgio Buarque sempre pregou. Talvez fôssemos uma Venezuela com anabolizantes, mas na atual conjuntura, E DAÍ?

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O mundo perdeu o Technicolor esta tarde.

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