quinta-feira, 7 de junho de 2007

Quanto custa para manter seu estilo rock-star?

Lobão. Um homem de princípios. Até Romi Atarashi acenar com um cheque polpudo, pedindo um Acústico EmeTeVê. Aqui, ele se parece muito com um amigo nerd que ganha quase duas milhas fazendo malabarismos com JavaScript.


Well. Faz tempo que não faço um diarinho. Mas vamos lá.

Hoje torrei quase quarenta pilas em futilidades. Pagando coisas para pessoas com as quais mantinha relações de débito. Débito não-sexual, claro. E ainda mais com coisas como Dia dos Namorados. Mas sou da opinião de que "você não tem melhor declaração de amor que entrar no SERASA com seu nome, por ter comprado um presente para o amor da sua vida". Chocolates e bombons? Há! São boa coisa. Mas ir para a forca financeira é algo que realmente significa, o ultra-romantismo niilista miguxo financeiro, por mais que pareça ser uma demonstração de ogrice.

E aí caímos novamente no estigma do emprego, necessidade capitalista e luxo burguês. Enquanto vivo na espera, eu experimento dias de agonia, com o retorno do bruchismo reentortando minha arcada dentária e tentativas de voltar ao sonambulismo; controlando minha ânsia por nicotina que empestearia (e empesteia) meu quarto com o aroma nauseante da fumaça de cigarros; minha frustração por não ter dinheiro pra fazer metade das coisas que preciso fazer, ver metade das pessoas que prometi ver; ver que gradualmente estou disputando o título honorário de "O Desempregado da Turma DPN" com um cara que vive de fazer malabarismos com fotos de barangas jacareienses. Aliada à minha indolência natural, contando com a Providência Divina, que graças ao Grande Arquiteto Do Universo, não me deixou na mão, até agora, costuma me jogar para os Domínios Esquecidos.

O que me segura é a minha fé inabalável que sou realmente destinado às letras e ao Jornalismo, mesmo com toda a minha timidez que de vez em sempre costuma me atingir no momento em que menos preciso posar de "pessoa calada mas que tem conteúdo". Como nas entrevistas de emprego, por exemplo. É uma coisa de doido, eu vou te contar. É o tipo de coisa que costuma acontecer apenas por um pequeno lapso dos dois lados da personalidade (o velho e o novo) brigando pra saber quem dá as cartas - mas sem esse lance de "Heroes Fan". Por favor.

Nisso de "Vender ou não Vender, eis a questão", estava trombando nos sites aleatoriamente, buscando um padrão universal do caos internético (Vide "Pi", de Darren Aronofski), reencontrei-me novamente com Clarah. Clarah, oh Clarah. Desafeto de Arnaldo Branco e o resto da Confraria dos Humoristas Malditos (Branco, Sieber, Dahmer e Manson). O motivo Deus sabe. Mas ainda sim lembro da pose dela e lembro com um sorriso nervoso de como eu costumava ser tão metido à besta, achando que só por ter lido "Notas de um Velho Safado" e dois livros do Mirisola estava às portas do Submundo dos intelectuais marginais. Talvez, por escrever pensamentos pessoais dentro de um blog (que voltou ao submundo com a invenção do fotolog, expoente máximo do ego aborrescente) eu ainda mantenha essa parte no guarda-roupas da minha cabeça, como naquele comercial de Seda. E não, não tenho uma ruiva de salto-agulha dentre as minhas variantes de humor.

A fuga do clichê é como a lenda do macaco que tenta fugir de Buda e mal consegue escapar da palma da sua mão. Nisso, ficam poucas esperanças de redenção dessa roda-viva. Logo, se tudo der errado, capaz de ir vender Speedy por migalhas em São José dos Campos.

Toda essa volta para chegar à essa conclusão. Eu deveria ter mais sessões de "head-shrinking" ou virar um sociólogo alemão.

2 comentários:

NandaPrado disse...

Eu odeio o Lobão... e o resto você já sabe... cérebro! :P

NandaPrado disse...

e você já percebeu quão errado está escrito o nome do meu blog nos seus links???????