segunda-feira, 14 de maio de 2007

RC e QC, as novas resenhas.

Montagem por Eduardo V., de POA.


A) CACILDIS! ROBERTO CARLOS TEM MESMO UMA PERNA MECÂNICA!

Pois é, meninos e meninas. Robertão, o Roberto Carlos Braga, o Rei (do quê, depende da época), o Bob Dylan brasileiro (dadas as devidas proporções), tem mesmo uma perna mecânica. Desde os seis anos, quando uma locomotiva passou a perna nele em Cachoeiro do Itapemirim (cidade que inclusive, anos mais tarde, revelou ao mundo o talento, o gênio, a graciosidade e a sensibilidade de Luz del Fuego, a primeira brasileira a mostrar pro povo o popozão e Jece Valadão, só pra não perder a rima).
"Roberto Carlos: Em Detalhes" (Editora Planeta, 501 pág.), de Paulo César de Araújo, é um trabalho obsessivo em cima da vida do capixaba que se tornou sinônimo de música brasileira de sucesso. Mas, ao contrário de tudo o que havia sido escrito, dito e filmado a respeito do Rei, ele realmente quebra com todos os mitos acerca de RC.
Confesso que ainda não cheguei na parte mais apimentada do livro (quando menciona a respeito de drogas, sexo e casamentos com Nice, Myrian Rios e Maria Rita), mas pelo que já foi apresentado:

1) O primeiríssimo cachê foi um pacote de balas na rádio da cidade, aos 10. A primeira turnê, aos doze, pela região. Já com a perna mecânica.

2) Pau que nasce torto nunca se endireita: RC começou cantando boleros e sambas-canções. Só quando conheceu Erasmo Carlos é que o Rei se tornou "do Rock n' Roll", com a Turma do Subúrbio, estando entre eles Erasmo Carlos, Jorge Ben, Wilson Simonal e Tim Maia (quando ele ainda era Sebastião, antes de ir pro Harlem e virar o Norte do samba-rock-soul).

3) Como não conseguia ser contrado de nenhuma grande rádio no começo da carreira, ele começou a cantar em boates de executivos, depois que a "era do rádio" passou, e antes de ir pra São Paulo apresentar o "Jovem Guarda" na Rádio Record. Nos tempos de vacas mais magras, cantou em turnês por circos, barzinhos do subúrbios, e puteiros (sim, PUTEIROS!) no bairro de Copacabana. E nessa época, entre uma turnê e outra, deu uns amassos na Wanderléia, com gosto de coxinha de galinha na boca.

4) Tentou cantar bossa-nova, mas uma turma de babacas da Zona Sul carioca (sempre eles) o renegou em seus círculos sociais, alegando que apenas eles poderiam imitar João Gilberto. o líder deles? Roberto Menescal, vaca sagrada de muito ser tido como "especialista" em música.

5) Antes de "Parei na Contramão" e "Que tudo mais vá pro inferno", músicas que o colocaram lá em cima, ele lançou um disco LP chamado "Louco por Você" em 62. Esse disco até hoje é tido como o esqueleto do armário do cantor, já que ele desafina na primeira parte da faixa que abre o LP. Que, provavelmente, vale tanto quando valerá essa biografia, que foi cassada pelo biografado.

***


B) Conteúdo Questionável, Humor nerd inquestionável. (Sil G., valeu pela dica!)




Da esquerda para a direita: Steve, coadjuvante; Ellen, namorada de Steve (e que é menor de idade); Faye, a invasora indie; Pintsize, o computador ambulante e amoral; Marten, o protagonista ma-non-troppo, e Dora, a dona do Coffee of Doom.

Marten Reed é um sujeito comum. Mora sozinho num pequeno apartamento. Longe de casa há mais de muitos anos, tem como companhia Steve, cujo trabalho ninguém sabe muito bem o que é. E Pintsize (na tradução, ficaria como "Meio Copo"), um AnthroPC (uma espécie de computador com pernas, braços, cabeça e personalidade), que nem serve para ser usado para fins pornográficos, porque seria "como se masturbar na frente do cachorro da família". Vive com o salário de "Vadia de Escritório" (Office Bitch) numa empresa de seguros, com um chefe gay e sarcástico. Seu circuito de diversão são as noites jogando Final Fantasy, ouvindo rock alternativo, tomando café e bebendo em botecos em Massachussetts.
Numa noite qualquer, Marten e Steve resolvem tomar umas e outas num bar (e tentar descolar um broto legal) e encontram Faye, moça de opinião forte e boa de copo, que trabalha num café, o "Coffee of Doom" (o Café do Destino), comandado por uma gótica em processo de desintoxicação de velas e música obscura. O papo flui entre Faye e Marten. Não, eles NÃO SE APAIXONAM. À bem da verdade, está mais para as mesas-redondas da TV Gazeta nos velhos tempos. Mas ela vai morar na casa dele, por uma contingência (seu apartamento pegou fogo, graças a uma torradeira revoltosa).


E assim começam as aventuras de Marten, Steve, Faye, Dora (a dona do café) e Pintsize, o mascote mais destrutivo que um ser humano pode ter. "Questionable Content" (Conteúdo Questionável) é um webcomic de Jeph Jacques, americano de Massachussetts, fazendo um cruzamento dos esquetes de Friends, com o ambiente musical esnobe de Alta Fidelidade, mais as referências que só alguém do universo de Kevin Smith conseguiria.

Sexo, maconha, relações amorosas, lesbianismo, cultura nerd, música, humor de privada, alucinações, trabalho, dinheiro, suicídio e dramas familiares. Tudo vai nessa feijoada gringa. E ainda tira sarro de emos a cada 3 quadrinhos. Aleluia! E sem falar que o traço do Jeph se superou nos QUATRO ANOS que ele vem tocando a tira, fazendo disso seu sustento. Mais ou menos como o povo daqui (Sieber, Dahmer, Branco, Maxx e os demais dos coletivos underground "Tarja Preta" e "F."). Pena que é tudo em inglês. Traduzir as tiras para o Português BR está na minha lista TOP 5 de "coisas para fazer e me destacar mas falta vontade política".

2 comentários:

Fernanda disse...

preciso falar que odeio? não, né? :P

Whiskey Jack disse...

hail, estou de blog novo.

www.contoswj.blospot.com