sábado, 17 de março de 2007

Palavras e Enchentes

Pois é... Quando Seu Madruga conseguiu um emprego fixo, certinho, com salário, conseguiu pagar o primeiro mês de aluguel em quase um ano e poucos de calote. Ninguém acreditou quando o senhorio saiu sorrindo do número 72 na pequena vila-cortiço no centro de São Paulo. Depois daquele dia, choveu. Choveu por muitos dias. No mês seguinte, só se escutava nas rádios universitárias a nova canção do Cordel:

Ô Seu Barriga, por aqui choveu...
Ô Seu Barriga, por aqui choveu...
Choveeeeeu que amarrotoooou....
Foi tanta água que o Barril nadou...

***

Então meninos e meninas, aconteceu. Titio André conseguiu um emprego. Não é uma coisa que se diga "Minha nossa, o gorducho tá fazendo os tubos no Jornalismo", mas é aqui é o que acontece quando se quer ganhar um pouco de experiência. Ainda mais quando você acaba conhecendo a estrutura como naqueles defuntos plastificados na OCA.

Estou no não-tão-simpático-assim Semanário de Jacareí. Uma publicação semanal que tem como seção de esportes, metaforicamente falando, praticar boxe com a imagem da Prefeitura de Jacareí. Se continuar assim, quando chegar ao fim o primeiro contrato de experiência, vou estar até que bem sarado. Mas, como tudo na vida e nas pilhas AA, tem seu lado negativo. Graças ao sistema burocrático semi-soviético, não posso assinar as matérias, sem o registro mágico.

Mas além de vereadores moribundos e safenados, postos de saúde que só dão remédios na base do mandado judicial, empresas de ônibus mantendo o monopólio, tive que ver o que alguns minutos de chuva podem fazer nessa pequena estância-satélite de São José dos Campos.

De 8 a 12 horas diárias, dependendo do dia. A patroa a menos de 10 metros da minha mesa. Pouco cafezinho, nenhum cajuzinho, proibição de fumar dentro da redação.

Curso intensivo de jornalista. Sem viadagens, sem Teixeira, sem perdão. Bons companheiros de profissão.
Vejamos como as coisas se desenrolam.

1 comentário:

Deco Ica disse...

Vais tirar de letra! E quando estiveres de saco cheio, pense que que é bem mais divertido fazer uma matéria sobre um vereador safenado do que uma sobre uma moderníssima parede de gesso drywall...

Sorte, amigo! E aquele abraço!