quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Back to Bahia.

Pois é. Depois de férias em Bauru, meu inferno e meu paraíso, meu esconderijo perpétuo dos desenhos do Frankstein Jr., depois de completar jogos edificantes para o cérebro e o caráter como "Resident Evil 3 - Nemesis" e "Star Wars - Knights of The Old Republic II", depois de ler toda a bibliografia de J.K. Rowling esperando o novo filme do Réri Póter e a Ordem da "Aaaaaave Fêêêêniiiiix" junto com meu amor lá no cristo, lá no Cristo Redentor, depois de iniciar a leitura de "Lolita" de Nabokov por módicos seis reais (apesar de ter emprestado um exemplar editado pela Conrad cuja dona é Bel Bernardes - não esqueci de que tenho que te devolver!) cuja reesenha não tarda por esperar, depois de ficar encarando meus deveres como recém-formado e implorar aos quatro ventos que "trabalho por dinheiro", depois de sentir por duas horas o que seria ser John Locke antes da Ilha de Lost após uma tentativa frustrada de Parkour no muro de casa ("Buuuuurrooooooo....."), depois de tomar conhecimento de todos os episódios da segunda temporada (e alguns da terceira) de "Gilmore Girls" que é um dos pequenos momentos de genialidade do roteirismo ianque (e que no fim das contas não é tão ruim quanto se pensa que é), depois de passar nervoso com James Van der Beek no Ribeirão do Dawson, depois de ver o que acontece quando Neil Gaiman e Terry Pratchett resolvem escrever a quatro mãos o Apocalipse revisitado, depois de um aniversário alheio infelizmente frustrado pela recessão e "meet the relatives" no melhor estilo "A Grande Família", depois de duas horas e meia para cobrir pouco menos de 90 quilômetros graças ao Expresso de Prata, depois de parcas bebedeiras com amigos ora psicóticos, ora melancólicos como uma música do Good Charlotte, depois de dias e dias roubando internet do futuro ex-emprego de Mrs. Diniz...

... eu estou de volta à Jacareí. Para procurar emprego. Para discutir táticas militares. Para ler livros alheios. Para beber vinho Faroni & Lopez. Para ver as menininhas fáceis passearem pela rua e algum amigo espírito de porco me apontar a mais rechonchuda e dizer "Vai Lá Magrão, é a sua cara!", para me esquivar das balas familiares, para um porre e truco sem conotação sexual, para ouvir música ruim, para passar vontade estando longe. Para resistir às chamas do meu inferno real.

"Uuuuuuuh... verão."

2 comentários:

Ana disse...

Se algum amigo apontar alguma "rechonchuda", eu soco.

Saudade.
:*

Iris disse...

E então????
Tem um amigo que me deve um livro faz uns 200 anos.
Saudades meu filho..