terça-feira, 5 de dezembro de 2006

É. Vai vendo.

Se não me engano esse bordão é mais conhecido por aquele afrodescendente de três metros de altura no esquete do Severino Quebra-Galho, do Zorra Total. Quando ele quase esculacha (em bom paulistanês, "fode, meo") com o Severino, que tenta em vão ganhar a atriz gostosa do musical da semana.

Tem horas que eu sinto que essa faculdade é na verdade a Máfia e eu sou Michael Corleone. Toda vez que eu tento sair, eles me puxam pra dentro.

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NOT AS SEEN ON TV

Não é só o clipe do U2 com o Green Day que tem cenas "not as seen on TV". Até na novela das oito.

Estava eu a caminho da Unesp quando decidi parar para comer um singelo bolovo (coxinha de carne com ovo) na Av. Rodrigues Alves, na Cidade Sem Limites. Enquanto esperava o "coletivo", comecei a conversar com o cara do outro lado do balcão. Primeiro sobre coisas comuns que se falam em situações como essas: o tempo. Ambientalismo, água potável, e ele contou que em Porto Velho, Rondônia, não era tão quente assim como era em Bauru.

"O que alguém de Porto Velho vem fazer num fim de mundo como Bauru?", indaguei. Tudo bem, sei que foi mal-educado da minha parte, mas a curiosidade jornalística bateu mais forte que todo o resto. Até mais que o bom-senso. Foi então que começou a contar sua história.

Ele era caminhoneiro. Segundo ele, um dos bons. Tinha cadastro em empresas de cargas REALMENTE caras. Coisas que poderiam pagar até nossa risada. Certa feita, ele no Paraguai aceitou uma carga de carvão para São Paulo. Ele acompanhou até certa parte da carga sendo embarcada. Chegando aqui perto, ele descobriu tarde demais que o carvão não era a única coisa "preta" que ele levava. Descobriu cerca de quinze tijolos de pó e fumo dentro da carga. E como caminhoneiro no Brasil, ele andava armado - claro, quem confia na Polícia Federal? Sete anos de gaiola para o cara. Entretanto, por bom comportamento ele conseguiu soltura e passou a trabalhar naquela lanchonete.

Ele se parecia fisicamente com o Muricy Ramalho - a mesma cara de quico, cabelo e pança. E, talvez por isso, eu tenha esquecido o nome que ele disse que tinha para mim. Mas "Muricy" disse que tinha planos. Primeiramente ele quer ir para o Paraguai e encontrar o dono da transportadora que colocou ele naquela sinuca de bico. Quer ser reembolsado pelo tempo de cana que pegou por culpa deles. Quer receber pelo menos dois mil reais para cada mês cumprindo pena. Caso contrário, teme que terá que voltar para a prisão.

"Muricy" sente saudade da esposa. Toda vez que o vem visitar, custa cerca de mil e quinhentos reais de passagem aérea e estadia no hotel por uma semana, o tempo que ela fica para rever o marido. Quer também voltar para Porto Velho, e trabalhar com mercadinhos, que o seu pai possui por lá.

Boa sorte, Muricy. E juízo.

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Um pouco de humor com Derrick e Will - vai vendo!

Depois de tantas palhaçadas no Youtube, espero que o Kibe não roube essa nova onda também.

A dupla do "Nobody's Watching" tá se destacando por seu humor de guerrilha dentro do portal de vídeos caseiros. Eles realmente estão fazendo algo diferente de montagens toscas e clippings de cenas de produções "profissionais". Neste vídeo, eles repaginam o experimento da Coca com Mentos, conhecida nas terras tupiniquins como "a Chafarola do Casseta".




E esse aqui é mais voltado para o público nerd, ainda mais para quem curte Lost. Cortesia do portal www.jovemnerd.com.br (que propagou para as massas essa 'descoberta') e da turma do fórum "Dude, We Are Lost" que passou a bola para Alottoni e aquele amigo tosco dele. Tradução deste vídeo pela turma do www.gravateiros.com.br. Participação especial de uma das atrizes do psicodélico seriado da ABC (AVISO: Recomendado para aqueles que já conhecem a segunda temporada do seriado. Ou seja, se você assiste pela Grobo, nem dá play que vai te broxar).


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