domingo, 15 de outubro de 2006

Na foto, Fujin & Raijin. Soulbrothers.


Estella: Let's say there was a little girl, and from the time she could understand, she was taught to fear... let's say she was taught to fear daylight. She was taught that it was her enemy, that it would hurt her. And then one sunny day, you ask her to go outside and play and she won't. You can't be angry at her can you?

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Celine: Memory's a wonderful thing if you don't have to deal with the past.

(Quote-ing... Grandes Esperanças)

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Passado. Passado que passa de vez em quando repassa. Lembrando as tolices de Veiga, sonhos conturbados e demais devaneios, perco-me no assento do lotação que me leva pelo caminho panorâmico de São José. Os ônibus fazem parte do meu próprio "Sanctuary" (comentarei a seguir o motivo desse termo), e nesse pequeno espaço onde me segurava para não sair dançando na poltrona, desafoguei o meu peito. De toda a minha hipocrisia. De todo o meu medo. De toda a preocupação de que o resto da Humanidade não venha te entender. Durante um segundo reprisei "V de Vingança" na minha mente para reassegurar-me que não deixaria a Inglaterra triunfar em nenhum centímetro da minha alma.

Eu, ao te libertar, senti meus pés ficarem mais leves também.

If you need to crash
then crash and burn
You're not alone

Canções. Cancionetas. Bálsamos para a alma. Você me trouxe uma maçã fresca numa noite de lua cheia para que eu pudesse continuar de pé por mais alguns dias. Estar perto de você é ouvir poesia. Talvez por isso, há muito tempo atrás, quando o mundo ainda não era mundo, senti meus pés no ar e minha cabeça no chão. Encontrei minha mente, você acabou encontrando a sua.
E, agora que nos encontramos de novo, que não desapareçamos como ocorreram das outras vezes. Um brinde a nós, que deixamos nosso passado numa gaveta escondida na casa de nossos pais.

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