quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Como meu Mestre Sith particular poderia dizer: "Honre o All-Star que calça, caralho!"


Isso é coisa do Resenhario eu sei, mas não poderia deixar passar.

O que acontece quando sentimentos encontram o neo-rockabilly? Faichecleres. Uma das velhas surpresas do cenário sulista vem de novo me assombrar com canções quase primárias, dotadas de um sarcasmo digno de alguém que tomou um fora na noite, a despeito de todo o gumex que habita em suas madeixas. Algo que me coloca a meio caminho da finada boa Terça Tilt em Londrina e as boas noites do AudioGalaxy, em Bauru. Bons tempos, que podem voltar a ser novos tempos, tudo depende de uma questão vetorial, como dizem os engenheiros.

Apesar de "hits" como "Ela só quer Me-Ter" e "Ela é Metida Demais", Giovani e Tuba (biaxo & voz e bateria respectivamente), compositores de quase todas as músicas do repertório do trio paranaense nascido em 98, trazem as desventuras e os desmandos das mulheres travestilizadas de super-homens fodedores do "Como ser Solteiro". E outras ironias do que acontece abaixo da linha do Equador ou da linha da cintura. O som vem cheio de referências aos anos dourados ou cristalizados da boa música para deitar e rolar, como The Who, Kinks, Cascaveletes e TNT.

De todas, a minha preferida em especial é uma do meio chamada "Santa Rock n' Roll".

Como são dezoito pras três da manhã de uma terça feira, eu vou resumir a história e vou postar de vez a letra. Quem quiser que procure.
E, como tudo na vida, eu levo um pouco mais de tempo para perceber quando as coisas são boas. Coisas da vida.

Santa Rock N' Roll
Faichecleres
Composição: Ricardo Moura e Giovanni Caruso

Quem disse que ela é santa não sabe o que ela faz
Quem disse que ela é santa tá rezando demais
Bote fé, bote fé
não é uma visão veja o diabo que ela é

Não é bem do inferno o fogo que ela tem
Um anjo enfurecido e o demônio diz amém
Bote fé, bote fé
não é uma visão veja o diabo que ela é

Aluna exemplar de um colégio de freiras
Não sei como ela faz tanta besteira
Suspira inocência e fede a mamadeira
Mas quando ela perde a vergonha não é brincadeira
É rock n roll

Aluna exemplar de um colégio de freiras
Não sei como ela faz tanta besteira
Suspira inocência e fede a mamadeira
Mas quando ela perde a vergonha não é brincadeira

Quem disse que ela é santa não sabe o que ela faz
Quem disse que ela é santa tá rezando demais
Bote fé, bote fé
não é uma visão veja o diabo que ela é
Não é bem do inferno o fogo que ela tem

Um anjo enfurecido e o demônio diz amém
Bote fé, bote fé
não é uma visão veja o diabo que ela é

Santa santa ana banana (4x)
Não é uma visão só não enxerga quem não quer
***
PS: No fim, ela sumiu como todas as outras. Mais uma para sua contagem sádica, Aline. Estão felizes agora?

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