sexta-feira, 4 de novembro de 2005

So you wanna be a rock superstar?

Então, não queria morar sozinho no tempo dos Prepotentes Reloaded? Não queria ser o Lobo Solitário, viver por sua conta e risco, "amanhecer com uma garrafa vazia de uísque barato do lado da cama"? Taí o que você queria. Eis a tua chance. Vamos ver se com essa realidade invertida, você consegue ser o homem que você tanto queria. Caso isso não dê mais certo, venha me procurar.

Tem horas que eu odeio o meu cérebro por deixar escapar idéias para essa postagem. Ah, sim. Lembrei. Tem um certo conhecido em consideração que decidiu crescer. E para isso matou o blog de poesias e ensaios seinfeldianos (como os que existem por aqui) que ele tinha na Rede. Acho que "ser bundão" tem muitos níveis, "blogagem" pode vir a ser um desses, só que eu não me vejo deixando de escrever para "crescer". Se "crescer" implica em deixar de escrever o que me vem na telha, sem censuras e sem dever contas, então crescer vai significar morrer de fome em pouco tempo. Deixar de ser bundão não implica apenas em amigos e afins, deixar de ser bundão é tomar uma posição acerca de qualquer coisa, desde que seja ALGUMA COISA.

Lembrei-me do episódio do Simpsons que o Homer deixa de se irritar e começa a tentar se controlar, e no fim do episódio se torna uma cópia tosca do Hulk ("Homer furioso! Descontar ira no mundo!"). Mais ou menos a mesma coisa. Antes aqui do que no trabalho ou bêbado. Tavares é complicado nesse quesito.

"Tavares" é o nome do estado de completa demência, falta de noção e agressividade que atinge-me quando bebo em proporções continentais. Não, não se trata de "dupla personalidade". Mesmo porquê é o André que pede psicotrópicos e excitantes quando está bêbado (mas que nunca vai ter culhões de correr o risco de não voltar de onde quer que vá no barato do cogumelo quando estiver sóbrio) e não o "Tavares". O nome ressoa como um daqueles taxistas gordos, suados, mal-educados, homófobos e ignorantes que costumam ser estereotipados em cargos burocráticos nos humorísticos cariocas ou em novelas da Globo.

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Depois de algumas horas de insônia a questão "Do you have a comrade" chega na resposta 'não'. Dá muito trabalho. Prefiro um Tamagochi.

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"Patty, Patty... Estou morrendo de saudades suas."

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A boa notícia é que o meu computador vai voltar a ser meu. A segunda boa notícia é que eu vou poder jogar "Grand Theft Auto: San Andreas" aqui em Bauru. A má notícia é que vou ter a mamata até o fim de janeiro.

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A desvantagem vai ser a solidão. A vantagem é que eu vou poder comer as pizzas inteiras. Não ter que ficar rachando com colegas de república chupins tem seus momentos de êxtase. "Tis is my only vice".

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A vantagem é que eu não vou ter mais fotos de pedofilia, sadomasoquismo e demais perversões no meu computador, podendo me levar à cadeia de alegre. A desvantagem é que eu perco a mamata do DVD. Pelo menos até que eu compre o meu.

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A vantagem é que eu vou poder colar posteres do Oasis e do Vagabond na "sala de estar", ouvir Caetano fumando maconha (o Caetano, não eu) na sala do meu kit a qualquer hora do dia. A desvantagem é o telefone que eu vou começar a pagar integralmente.

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Realmente, o "debut" na vida adulta propriamente dita é uma merda. Por isso colocam sempre mais anos nos cursos da Faculdade que se precisa de fato para concluí-los.

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