segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Semiotizando "Indie de Cu é Rola"

Música é o alimento da alma. Então, eu sou um faquir. Ou um somali. Sempre aprendi a viver com pouco, com os restos que escapam pelas ondas das FMs e demais paradas de sucesso da industria cultural. Por exemplo, nunca houve um pôster de banda na parede do meu quarto. No máximo um cartaz A4 do Collor em 90 (eu acreditei em Collor. Me processem.) e um calendário de borracheiro nos quatorze anos. Malditas espinhas.

Como comentei tempos atrás, minhas únicas posses musicais dignas de nota que levei para Bauru foram um CD duplo do Legião (Legião é feijão-com-arroz e ovo) e um CD do Clapton de covers de antigos sucessos do Blues ("From The Cradle"). E de lá pra cá já tenho minha pequena discoteca de falsificações, álbuns baixados da internet e demais fracassos que me arrependo do fundo da minha alma (Para Dany: "EMO É A VOVOZINHA."). Do blues para o rock, para a MPB, para o indie.

Ah, a porra do indie. Era diferente, era incômodo, era algo que não se vê todo dia. Só que era o mais próximo do punk sem as frescuras hoje em dia do punk que virou moda. Foi então que comecei a pegar rabeira nas viagens musicais de Balagas, que era o portador das Boas Novas. Mas isso era em 2003. Dois, quase três anos no mundo da música é quase História do tempo do Império.

O tempo passou, a Ozogro veio e estacionei para fazer a digestão. E agora vem OUTRA onda de bandas suuperdescoladas, que possuem um EP na cena alternativa do Azerbaijão e que ninguém mais no mundo ouviu falar. E as bandas de 2003 agora se tornaram modinha entre os mais desavisados. DETALHE: parece que todas as bandas se parecem com Belle & Sebastian hoje em dia. Tudo rock café-com-leite. Que bosta.

Sem comentários: