quarta-feira, 12 de outubro de 2005

O Vampiro.

Ele estava numa cama de um hotel vagabundo. Ela de fato não era tão vagabunda assim. Ela era gentil, falava-lhe como se fosse sua antiga professora do Pré-escolar. Ela estava sobre ele, tinha problemas para ejacular.

- Vem, meu amor....
- Você é muito gostoso, sabia?
- Você é que é um doce....

O tempo passava. O atrito fazia com que o corpo pedisse um fim para tudo aquilo, só que não se achava um acordo a contento para a mente.

- Ooooh....
- Vai gozar, meu anjo?
- Val, me responda....
- Hmmmmmmm?
- Você me ama?
- Hm hmmmm.....

Ele goza. Tira-a sobre cima de si por ato reflexo. Ela lhe assopra uma brisa leve para acalmar os nervos. Ela o chama de bebê com uma ponta de carinho para um recheio de pena e tino comercial. Ele não sabe até onde isso é verdade ou mentira. Mas ele sabia que "contra os fatos, não existem argumentos". Era pago, ele precisava de carne e sangue, e suor, e muito sangue. Enquanto ela estava no banho, tirando o suor do corpo com uma ducha fria, ele aproxima-se sorrateiramente e beija-lhe a nuca, então seu pescoço e deixa-a ali mesmo sem uma gota de sangue, limpa e vestida sobre a cama desarrumada.
Antes de partir, sente uma ponta de depressão por ela ter sido tão doce e gentil com ele.


How many special people change?
How many lives are living strange?
Where were you while we were getting high?
Slowly walking down the hall
Faster than a cannonball
Where were you while we were getting high?

Someday you will find me
Caught beneath the landslide
In a champagne supernova in the sky
Someday you will find me
Caught beneath the landslide
In a champagne supernova
A champagne supernova in the sky.......

(Champagne Supernova - Oasis)

(Dedicado à Silvana, que sempre achou que Bram Stoker era um tarado bissexual por tabela).

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