quinta-feira, 7 de julho de 2005

Porque eu sou o único fã do Jatobá no Brasil.


Jatobá é rei. Ele é a quintessência de nossa nação. Por mais que digam que não, ele é o novo Policarpo Quaresma, o novo Brasilino Roxo, o novo Zé Carioca. Jatobá consegue aglutinar em seus olhos azul-piscina, roubados dos personagens cegos de desenhos japoneses, toda a índole da sociedade civil organizada brasileira.

Um cego, em companhia de deu indefectível cãozinho-guia, cagando e mijando pelo caminho (o cãozinho, não o Jatobá) que ainda tem manias de "gente que enxerga". Um exemplo clássico da classe-média brasileira que esquia em Bariloche (por não conseguir um passaporte europeu para ir até a Suíça), compra em Miami, manda os filhos para a Disney, só que tem que fumar aquela maconha com cheiro de merda de vaca porque não tem dinheiro pra comprar a maconha transgênica Monsanto® que aparece no filme "Beleza Americana".

E na companhia da garotinha ceguinha, personificação de toda a nata intelectual brasileira, essa mesma nata que criou os comerciais da Margarina Qualy e as campanhas do "Sou Brasileiro, Não Desisto Nunca", anda de mãos dadas neste mundo frio e sombrio, sempre com um sorriso no rosto e uma motivação hipócrita de que somos e que sim, nós podemos ser aquilo que mais queremos. Nem que pra isso roubemos os direitos autorais dos americanos (eu não sei como não foram acionados ainda os adevogados de Al Pacino quando nosso "Hoohah Boy" dançou tango na escuridão na novela das oito. Ah, é "America". A novela já é deles. Deixa quieto).

Jatobá é homem de sorte, bem nascido. Sem falar que ele é antenado nas coisas. Ele cantando a mulher gostosa da novela (não a Sol nem aquela vagabundinha do filme "O Invasor" - a Mariana Ximenes tá se especializando no papel de putinha relaxada, será convidada para a versão oficial do "Bateman Feira da Fruta" logo logo pelo visto) . Faz surpresas, como comprar flores, preparar jantares, fazer surpresas para a sua amada que deseja conquistar.

E nisso vai se tornando a ponta-de-lança de toda uma campanha nacional para a popularização da cegueira. Mas não enxergam que tudo isso faz parte de uma conspiração para desafogar os hospitais públicos e privados. Ninguém mais irá amanhecer nas filas dos hospitais públicos para tratar de catarata, glaucoma, acidentes com instrumentos domésticos. Todos nós iremos ter um pouco do Jatobá dentro de nós. Pobres oftalmologistas.

Jatobá será um novo paradigma nas nossas vidas cotidianas, com o patrocínio da Rede Globo. A Poderosa popularizou a lei do divórcio, o homossexualismo com as novelas do Miguel Fallabella (e com a cenoura anal do Mario Gomes), a internet, as crianças desaparecidas, as mães solteiras. Agora vai ser chique dizer que você tem um primo, tio, cunhado, avô ou pai que é cego.

Jatobá vai ser mais popular que os penteados das celebridades.

N.A.: O "Incidente da Cenoura Anal" o qual o Gui Lopes chamou a atenção se trata de uma campanha de desinformação empregada pelo diretor Dênis Carvalho e mais um jornalista carioca (pleonasmo de filhadaputice) que armaram contra o ator Mario Gomes depois que o mesmo catou a ex-mulher do diretor de novelas afeminadas da Poderosa. Jogaram aos quatro ventos a notícia que o ator teria dado entrada num hospital do Rio de Janeiro com uma cenoura enterrada no cu. Depois disso, geladeira pro agricultor fetichista. Apesar da história ser falsa, até que ela chega a ser um tanto quanto divertida. Pelo menos é boa para fazer piadas, como o Arnaldo Branco explorou bem em seu finado site de charges http://www.gardenal.org/mauhumor.

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