domingo, 19 de junho de 2005

New Age #2: Comentários breves sobre "Gen: Pés Descalços", de Keiji Nakazawa.

Me senti roubando o balconista da livraria quando encontrei o livro "Gen: Pés Descalços - Uma História de Hiroshima" - primeiro dos quatro livros que contam o Dia da Bomba pelos olhos de um jovem de dez anos - na prateleira de descontos da livraria.

Muito do que foi escrito foi tirado da própria experiência de vida de Nakazawa, que realmente sobreviveu à queda de "Little Boy" num dia como qualquer outro.

Quando vi no prefácio, Art Spiegelman (autor de Maus, outro libelo contra as putarias do século XX, dessa vez os campos de morte do III Reich), rendia tributos ao relato do mangaká pelo seu trabalho. Crumb elogiou na contracapa, e fiz questão de checar se procedia. E procedia. Se Crumb e um cara que teve o pai prisioneiro no campo da morte nazista dizem que o negócio é bom, quem sou eu pra discordar?

Lá dentro encontrei uma série de pequenas histórias do cotidiano que acabam por mostrar que, ao contrário do que acontecia na Alemanha e na Itália, a paranóia da guerra atingiu os japas em cheio. Era melhor dizer que era gay, satanista e pervertido que dizer que era contra a idéia do Japão lutar em abril de 1945 em Hiroshima. E olha que eles nem tinham o argumento do carnaval pra enganar a miséria do povo. Bando de malucos.

Seria mais vantajoso ao governo japonês se sagrasse Keiji como seu ministro das relações exteriores. Assim eles largavam de frescura e pediam desculpas por terem sido tão filhas da puta com os povos da Ásia e impedia que seu rabo acordasse assado pelos nabos nucleares chineses.
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Breve comentário sobre a festa Kentacosom, realizada no dia 18/6/2005.

Minas gostosas. Pinga ruim pra danar. Muito apertado. Sem marola. Banda mais ou menos. Acertou quando tocou Island on The Sun, errou desgraçadamente em Reptilia e em todas do White Stripes. Agradou em Coldplay, mas Coldplay é cópia desatualizada do Radiohead. Encontramos Becky Slater (que era perfeita mesmo como nas descrições do Guarda e Deco), mas não bastou ficar olhando pra cara dela e babar como um cão faminto a noite inteira. Eu pedi penico antes do prazo. Eu e uma boa quantidade de gente. Mal aí, parceiro.

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