quarta-feira, 22 de junho de 2005

Minha biografia.... :-)

Nessas de ficar escrevendo biografias internet afora, eu resolvi tascar aqui a minha também. Depois não diga que eu não avisei.

(sobe BG: "A Little Help from My Friends", Joe Cocker por cinco segundos para depois ser interrompida como nos antigos LPs quando o prato parava.)






Desde pequeno, o pequeno Wilber André já aprontava das suas. Espantava as visitas com seu dom de oratória (proclamando discursos a favor de Fernando Collor e exortando o nacionalismo ianque contra o "Demônio Vermelho" do Partido dos Trabalhadores), além de espantar as visitas com seu mau-humor digno de um velho republicano. Por ser um filho único, nunca soube lidar com os amiguinhos e era sempre colocado de lado. Nutriu sentimentos por uma oriental de cabelos lisos e negros, vinte centímetros mais alta que ele. Mas enquanto ele não tinha tempo nem companhia para ser criança, ele ia se preparando cada vez mais para o mundo do Amanhã. Acordava de madrugada para assistir o Telecurso Segundo Grau e o Vestibulando. Desde aquele momento ia pegando gosto pelo conhecimento. Prodígio? Milagre? Ou apenas uma maquete?

Nisso os dias foram passando, o pequeno André foi lambendo as paredes da Escola Adventista, se masturbando com recortes do Notícias Populares de ninfetas fáceis e revistas Playboy confiscadas, cartinhas falsiformes de amor e recados no Banheiro, chega o Primeiro Colegial, quando ele descobre o dom de escrever cretinices. No princípio acharam que se tratava de um câncer linfático, mas depois foi constatado apenas uma predisposição para escrever besteiras em papel com tinta azul. Com isso, sua professora de Redação sugeriu que ele passasse a pensar na idéia de fazer um curso superior com ênfase em Humanas.

"Humanas? Eu? Mas eu vou herdar uma prancheta do meu pai lá na Fábrica, como posso fazer um curso de Humanas, para depois morrer de fome, viado e aidético em algum canto do mundo? Eu quero ter dinheiro para comprar um carro, uma casa, lotes e lotes de cerveja e uma mulher para eu espancar!!!!"

Mas depois de algumas doses de Ridalin, dois anos de terapia, o pequeno (não-tão-pequeno assim) André resolveu colocar a corda no pescoço e dizer para o seu pai: "Eu quero fazer Jornalismo". Mas o jovem André não soube escolher o momento certo. Era numa noite de 1999 em que se mostrava no Jornal Nacional um correspondente de guerra sendo morto em Kosovo.

Mas depois daquilo, André conseguiu um pequeno bico - escrevia redações para seus companheiros de sala pela módica quantia de cinco reais por texto, o que lhe rendia dinheiro para as fichas de fliperama e as revistas em quadrinhos, e mais em diante dinheiro para uma aquisição mais imponente: um canivete de caça Tramontina modelo "Amazonas".

No ENEM, ele foi porentoso. Com um aproveitamento de 92.50 na Prova de Redação, ele tinha a sua prova moral de que era um vencedor. Agora bastava apenas passar na prova da USP Cásper Líbero Unesp.

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