quinta-feira, 14 de abril de 2005

Historinhas Toscas Temáticas.

Depois dessa o blog entra em recesso por tempo indeterminado.


"Sex on the Beach".


- Então?
- Se você me der esse anel de diamantes, eu faço o que você quiser.
- Espera um pouco.

- Boa tarde.
- Boa tarde. Quanto custa esse anel da vitrine?
- Oitocentos reais.
- Oitocentos?
- Oitocentos.

O jovem fala algumas palavras ao celular em voz baixa na frente da joalheria.

- O que foi, bem?
- Estou ligando pra Bruna.
- Que Bruna?
- A Bruna Surfistinha. Ela cobra bem menos que você e ainda faz anal.

***

- E então?
- A gente entra pelos fundos do frigorífico, pelo setor de carga. Atravessamos a Expedição, chegamos ao escritório. Lá tem um cofre. Tá o pagamento do mês dos caras. Vinte mil facinho facinho.
- Não é mais fácil pegar um ou dois depois que eles saem do trabalho?
- Imagina se o nosso pai descobre isso!
- Imagina se o nosso pai descobre que estamos roubando o frigorífico dele.
- Tem erro não.

Naquela noite, tudo segue conforme a etapa inicial. O alarme é desligado, os dois entram pela área de carga e descarga do frigorífico. MAs o mais novo, um virgem de dezessete anos, encontra uma carcaça de carneiro entre as peças ainda dentro do refrigerador. Ele se lembrou de alguns curtas pornôs que assistira pouco antes de tentar o assalto.

(...)

O mais velho fugiu para o Uruguai com mais ou menos vinte mil reais e nunca mais foi visto. Acham que ele se tornou empregado em alguma pousada. O mais novo foi encontrado pela polícia. Havia prendido o pau no carneiro dentro do refrigerador e fora trancado pelo irmão. Na cadeia, ganhou o apelido de "ovelha".

***

- Então?
- São cinquenta reais, mais o motel, gatão.
- Tá limpo. Pode subir.

- Qual é o teu nome?
- Carla.
- Na real ou fantasia?
- Fantasia, claro.
- E o seu nome de verdade?
- Eu não conto.
- Tudo bem.
- Tem preferência por motel?
- Eu sou novo na cidade.
- Tu é de onde?
- Belo Horizonte.

Por um momento o carro perdeu o controle na estrada. Ela lhe abriu a braguilha.

- Conhece algum motel?
- Entra nessa saída - ela apontou mais à diante.

- Onde estamos?

Naquele momento, ela sacou um canivete e abriu a jugular do cliente. Desovou o corpo ali mesmo e seguiu rumo ao Paraguai. Ninguém procurou pelo homem de meia-idade com uma roupa alinhada por mais de nove dias. Até que o serviço de manutenção da rodovia encontrou o corpo em estado de decomposição.

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