quarta-feira, 28 de julho de 2004

Somerando.....

Ainda não decidiram o que querem da vida nas bandas da Adunesp. Não vejo tanta desinformação acerca do real estado da greve desde o porta-voz do Iraque Al Sahaf. Não me admira que eles não tenham conseguido nada. Mas apenas peço encarecidamente aos radicais da milícia armada de plantão que informem quando devo me apresentar à Unesp para pegar em armas em nome da Universidade de Qualidade Pública e Gratuita®.

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Oito filmes em duas semanas. Nada mal para um semestre de um quase hiato artístico-cinematográfico (salvou-se apenas o filme do Cazuza, porque é nacional e aprendi a ser ufanista-marxista com meu ex-companheiro de república Deco). Se bem que desses oito filmes a metade era apenas uma enrolação de coisas que me falaram um monte que eu queria checar unicamente. Destaque para:

Pi, de Darren Aronofsky. O mesmo diretor de "Requiem para um Sonho" estréia nesse "sci-fi popular" sobre um matemático meio tan-tan das idéias que quer achar um padrão no número do Pi (usado em Matemática em equações do círculo, em biologia e outras coisas que eu nem faço idéia) e de quebra achar o padrão matemático do mercado de ações de Wall Street, a coisa mais caótica na face da Terra depois do quarto de André Diniz; nisso entram judeus hassídicos, investidores da Bolsa, um cérebro pulsante....

Além da Vida. Produção japonesa simples, mas sincera (pra não dizer sensível). No "limbo", há uma espécie de "produtora de filmes" em que é realizada um curta deveras interessante. Esse filme é a reprodução do momento mais feliz da vida do morto, momento esse que ele leva para o Paraíso. Com esse pano de fundo, desenrola-se uma discussão sobre o sentido da vida, sobre o que tomamos por especial (com destaque para a ninfetinha colegial que termina todas as orações com "né", sem sacanagem), e sobre o que fazemos com o tempo que nos é dado.

Magnolia, de P.T. Anderson. Tudo bem, o Cruise ganhou o Oscar por sua atuação, já falaram todas as merdas e todas as flores que se poderia dizer sobre o filme. Mas esse é um daqueles filmes "The Sims" (onde todo o espaço da trama é coeso, onde o personagem "A" tem uma relação não muito distante com o personagem "Z"), todos em volta do velho "Big Earl Partidge", dono de um programa de auditório. Todos moram no mesmo bairro cortado pela Magnolia Drive, lugar onde as coisas normais nem sempre acontecem. Mas, de vez em quando, acontecem.

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Acordei com uma vontade louca da bu$&ta de ver "O Discreto Charme da Burguesia", de Buñuel.

Os guardanapos estão sempre limpos
As empregadas uniformizadas
São caboclos querendo ser ingleses
 
A burguesia fede, yeah
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

 

1 comentário:

Anónimo disse...

meu comentário....eh só pra te lembrar o q eu diria disso...pq eu sei q vc sabe o q eu diria e o q eu penso sobre criticar sem participar...beijos
Sil