quinta-feira, 17 de junho de 2004

Questionário Cognitivo por André Diniz

Amor: Pensar no amor dar dor de cabeça. Pensar se você é o cara perfeito ou se ela vai ser a mãe dos seus filhos, isso e contas a pagar das Casas Bahia. Amar é dor de cabeça. Quando a gente ama, fica idiota, querendo fazer sexo com ela na rua enquanto não tem gente olhando, é cobrar por quê ela não te beija mais na boca e por quê você fica apenas trinta segundos no telefone. Não tem coisa mais estúpida e mais viciante que amar. Mas ainda sim é bom, quando a gente fecha os olhos.

Amizade: Se não fosse por ela, ainda estaríamos com nossos joelhos sangrando, quebrados em algum lugar pois não houve um filho da puta que não nos levou ao hospital quando tínhamos bebido demais em uma festa qualquer. Mas pra ter os malditos amigos, precisamos ser o maldito amigo.

Namoro: Só quando a gente se dá bem com o mundo e se dá conta que ela entrou na nossa vida e nós estamos na vida delas. E quando se está lá, cuidado aonde pisa.

Política: Uma invenção humana. Com todos os defeitos e todas as polêmicas que podem trazer, como dizer a um malufista que o Cingapura tá caindo, que o PT também tem gente picareta. O melhor negócio é falar e saber ouvir.

Religião: O Homem tentando explicar aquilo que não entende. E geralmente da maneira mais errada possível. Por mim, vá sempre à fonte.

Sexo: Saudável, desde que praticado a dois, cada um com seu sexo (ainda sou tacanha nisso, perdoe-me), sem encanação, e com um pouco de sacanagem que ninguém come comida sem sal.

Traição: De Eva traindo Deus até Bush traindo a Verdade, cada caso é um caso. Mas sempre é foda ser traído, e tem que ter culhões pra trair e manter a cara de pé.

Música: Cada um com seu gosto. Se eu não gosto de Frank Aguiar, não posso colocar o cara na forca por existir. Por isso inventaram os fones de ouvido.

Livros: A mesma coisa com a música, mas com um agravante. Se a coisa é vazia, colocam uma narrativa interessante e vendem como o novo Garcia Márquez. Fiquem sempre com os clássicos, crianças.

TV: Se tivessem inventado a TV cem anos antes, quem sabe não estivéssemos com seis bilhões de habitantes no mundo. Um ópio de primeira qualidade.

Cinema: Sou absolutamente sem personalidade para cinema. Posso assistir desde pornochanchadas dos anos noventa a filmes do Kubrick que vou sentir tesão da mesma maneira. Próximo item...

Artes: Sou filho de engenheiro. Não conheço arte.

Sua personalidade: Deixo para que os visitantes possam comentar a respeito.

Internet: ´Dis is my only vice. Pelo menos por enquanto.

Sobrenatural: É como virgindade - todos dizem que existe por aí, mas ninguém viu pra poder atestar.

Homens: Nós somos todos piratas, cretinos, aproveitadores, e ainda mais - tem um grupo entre nós que gosta de homem, pra deixar as mulheres chupando o dedo.

Mulheres: A mesma coisa que os homens. Mas um homem sente tesão num casal lésbico. Uma mulher não sente tesão em uma relação gay.

Estilo: é uma questão de ponto de vista. Usar preto é rebelde ou é um rótulo? Usar branco é contra-cultura ou viadagem? Fica contigo a resposta, meu caro leitor. Lembro do João Gordo falando que usava suástica pra causar nos velhos caretas, a geração do desbunde de Cazuza e dos neo-hippies de faculdade. Agora é facil comprar um estilo. Acho que vou comprar um pra mim.

'Direto do Blog do Vacão'

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